Na memória persiste
um fim de tarde
memorável, único, soberbo, saboroso, intenso.
Na imagem cerebral vive
cada cena viva,
louca, apaixonante, deslumbrante, quente.
Nada desaparece daquele dia,
daquele momento de eterno sentimento,
nada vai com o sol ou com o vento;
tudo fica,
aqui,
nesta alma de segredos guardados e paixões aquecidas.
Fica o amor, o carinho,
a delícia de te ter em mim
e
a ternura de estar dentro do teu mundo,
à superfície e bem no fundo.
A vida podia acabar aí,
mas não,
não acabou;
nem há-de acabar aqui.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
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