segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Ausente

Sei que estás ausente,
mas encaro cada ausência tua
como um desafio;
um desafio à minha alma,
ao meu sentimento,
a um coração despedaçado.

Sei que não estás,
mas enfrento cada momento sem te ver,
sem te ter,
como um momento de verdade,
de crescimento interior,
e, claro, de dor.

O que hei-de fazer?
Não sei viver sem te ter
e sempre que escapas do meu espaço
fico assim como um pobre sem família, sem abrigo, sem alimento.

Deixa lá, hei-de salvar-me
nesta terra sem cor
sempre que partes para um qualquer outro lado.
Acredita que sim,
vou salvar-me.

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