Foi a gosto
que por aqui andaste
Foi a gosto
que por este lugar passeaste
Foi a gosto
que por cá leste
tudo
o que leste
E, repara,
foi a gosto
que sentiste
o
que sentiste
quando me sentiste.
Também
há-de ser a gosto
que hás-de voltar.
Aqui ou acolá,
hás-de voltar.
[agargantafunda vai ficar mais funda quando for retocada; um dia destes, talvez]
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
um pedaço
Dou-te um pedaço de mar para a mão; provas.
não sabe a sal,
sabe a amor.
amor eterno,
amor dos antigos,
daquele que dura e não mais acaba.
queres mais.
voltas a beber; como te sentes?
nas nuvens, claro.
quem não ama a eternidade,
quem não vive no interior da mais leve e terna lua
sempre que atinge a eternidade do amor?
quem?
não sabe a sal,
sabe a amor.
amor eterno,
amor dos antigos,
daquele que dura e não mais acaba.
queres mais.
voltas a beber; como te sentes?
nas nuvens, claro.
quem não ama a eternidade,
quem não vive no interior da mais leve e terna lua
sempre que atinge a eternidade do amor?
quem?
queria
Queria mergulhar no mar.
Mergulhar e não mais voltar.
Sozinho? Que disparate!
Alguma vez
podia ir e não voltar,
ou melhor,
alguma vez
podia ir, ficar, ficar para sempre
e
não mais voltar
e
tu ficares aqui,
sem lá bem onde,
à espera de ninguém,
à espera de tudo que seria, afinal, nada?
Seria eu capaz de cometer tal pecado?
Sim, claro que seria um pecado.
Um pecado por deixar uma mulher soberba,
de beleza eterna e amor infinito,
como tu, aqui,
sei lá bem onde,
sem ninguém, sem tudo e sem nada.
Pronto, amor da minha vida, deusa da minha morte,
a mensagem está enviada,
vou mergulhar no mar,
um dia hei-de mergulhar no mar,
ficar lá para sempre e sempre,
mas
levo-te como uma onda nos meus braços.
Para sempre.
Para sempre
ficaremos no fundo,
no fundo do mar
Sem ninguém, com tudo e com nada também.
Mergulhar e não mais voltar.
Sozinho? Que disparate!
Alguma vez
podia ir e não voltar,
ou melhor,
alguma vez
podia ir, ficar, ficar para sempre
e
não mais voltar
e
tu ficares aqui,
sem lá bem onde,
à espera de ninguém,
à espera de tudo que seria, afinal, nada?
Seria eu capaz de cometer tal pecado?
Sim, claro que seria um pecado.
Um pecado por deixar uma mulher soberba,
de beleza eterna e amor infinito,
como tu, aqui,
sei lá bem onde,
sem ninguém, sem tudo e sem nada.
Pronto, amor da minha vida, deusa da minha morte,
a mensagem está enviada,
vou mergulhar no mar,
um dia hei-de mergulhar no mar,
ficar lá para sempre e sempre,
mas
levo-te como uma onda nos meus braços.
Para sempre.
Para sempre
ficaremos no fundo,
no fundo do mar
Sem ninguém, com tudo e com nada também.
queria tocar
Queria tocar no teu coração.
Não sei se seria capaz, mas queria,
queria
tocar em cada bater de sentimento
escondido,
tocar em cada pedaço de vida,
tactear cada linha, cada nervo.
Queria tocar no coração
de
uma divindade cristalina (tu mesma, fabulosa deusa de marés infindáveis).
Queria tocar e perder-te,
por uns minutos,
horas ou dias.
Mais não.
Chegaria de sofrimento.
Não tocar é pior do que tocar;
não tocar no teu coração
é pior do que lhe tocar.
O meu coração
dá-me esse bater de sensações intermináveis,
livres de um vento mais vento que Zéfiro,
o deus de todos os ventos,
dá-me passos de um piso clássico de templos desaparecidos.
Dá-me.
Chega.
Não sei se seria capaz, mas queria,
queria
tocar em cada bater de sentimento
escondido,
tocar em cada pedaço de vida,
tactear cada linha, cada nervo.
Queria tocar no coração
de
uma divindade cristalina (tu mesma, fabulosa deusa de marés infindáveis).
Queria tocar e perder-te,
por uns minutos,
horas ou dias.
Mais não.
Chegaria de sofrimento.
Não tocar é pior do que tocar;
não tocar no teu coração
é pior do que lhe tocar.
O meu coração
dá-me esse bater de sensações intermináveis,
livres de um vento mais vento que Zéfiro,
o deus de todos os ventos,
dá-me passos de um piso clássico de templos desaparecidos.
Dá-me.
Chega.
Subscrever:
Mensagens (Atom)