quinta-feira, 7 de agosto de 2008

queria

Queria mergulhar no mar.
Mergulhar e não mais voltar.
Sozinho? Que disparate!
Alguma vez
podia ir e não voltar,
ou melhor,
alguma vez
podia ir, ficar, ficar para sempre
e
não mais voltar
e
tu ficares aqui,
sem lá bem onde,
à espera de ninguém,
à espera de tudo que seria, afinal, nada?
Seria eu capaz de cometer tal pecado?
Sim, claro que seria um pecado.
Um pecado por deixar uma mulher soberba,
de beleza eterna e amor infinito,
como tu, aqui,
sei lá bem onde,
sem ninguém, sem tudo e sem nada.
Pronto, amor da minha vida, deusa da minha morte,
a mensagem está enviada,
vou mergulhar no mar,
um dia hei-de mergulhar no mar,
ficar lá para sempre e sempre,
mas
levo-te como uma onda nos meus braços.
Para sempre.
Para sempre
ficaremos no fundo,
no fundo do mar
Sem ninguém, com tudo e com nada também.

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