Um dia,
um dia vamos deixar de ver isto.
Um dia vamos deixar de estar aqui;
aqui ou em qualquer outro lugar.
Vamos deixar de estar e ponto final.
Aí, no ponto final, dizemos um inevitável adeus à vida,
ao mar,
ao sol,
à lua,
à terra,
ao fazer amor numa qualquer posição ou num qualquer lugar,
dizemos até logo aos amigos, às amigas, aos irmãos, às irmãs, às mulheres, às amantes, às tias, aos tios, às mães, aos netos,
eu sei lá,
vamos dizer adeus,
se tivermos tempo,
a quem amamos ou deixamos de amar por isto ou por aquilo.
É o fim, frase maldita.
Se tivermos tempo e se tivermos sentimento para dizer palavras escritas;
Sim, as palavras escritas são mais profundas.
Um dia,
um dia,
vais sorrir para me dizer,
com palavras escritas,
como sentes a profundidade de um sentimento daqui enviado.
Daqui, do dia que há-de ser mais dia que o dia da partida.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
terça-feira, 8 de julho de 2008
Quem somos
Procuro na planície
quem não sou,
descubro no horizonte
ser mais do que não sou.
Afinal, quem somos nós?
Nada mais
Do que não somos!
Procuramos, descobrimos, encontramos e concluímos:
Seremos alguma coisa?
Ou não seremos o que não somos?
Ou seremos o que não somos?
Não sei.
Não sabes,
não sabemos.
Talvez ninguém saiba
Talvez.
quem não sou,
descubro no horizonte
ser mais do que não sou.
Afinal, quem somos nós?
Nada mais
Do que não somos!
Procuramos, descobrimos, encontramos e concluímos:
Seremos alguma coisa?
Ou não seremos o que não somos?
Ou seremos o que não somos?
Não sei.
Não sabes,
não sabemos.
Talvez ninguém saiba
Talvez.
Deixa-me
Deixa-me adormecer em ti.
Deixa-me viver em ti.
Agora já não quero morrer.
Deixa-me ir no teu interior,
deixa-me ficar por aí, por um instante eterno,
deixa-me ser a tua alma.
Deixa-me, vá lá,
não és tu que dizes: amo-te, amo-te muito.
E então?
Não dá para entrar e ficar,
dá, claro que dá,
basta abrir a vida, a tua vida;
basta entregar o mundo, o teu mundo;
basta aqueceres a água de mar gélida
E pronto, aí está o teu outro lado.
Em ti, eternamente em ti.
E a sussurrar-te: agora, sim, não quero morrer.
[ideia retirada de um desabafo escrito num qualquer dia de 1988, terminado agora, em 2008]
Deixa-me viver em ti.
Agora já não quero morrer.
Deixa-me ir no teu interior,
deixa-me ficar por aí, por um instante eterno,
deixa-me ser a tua alma.
Deixa-me, vá lá,
não és tu que dizes: amo-te, amo-te muito.
E então?
Não dá para entrar e ficar,
dá, claro que dá,
basta abrir a vida, a tua vida;
basta entregar o mundo, o teu mundo;
basta aqueceres a água de mar gélida
E pronto, aí está o teu outro lado.
Em ti, eternamente em ti.
E a sussurrar-te: agora, sim, não quero morrer.
[ideia retirada de um desabafo escrito num qualquer dia de 1988, terminado agora, em 2008]
Palavras escritas
As palavras que escrevi
são vontades infinitas,
pensamentos perdidos.
Os sonhos que me levam
são leves, são meus.
Os sentimentos sentidos
são belos, mas inseguros.
As realidades que me ficam
ensinam-me sem eu saber,
fazem-me sentir sem sonhar,
olhar sem ver!
A saudade instala-se
num silêncio ensurdecedor.
A solidão perde-se em mim
porque abandono-me nela.
Vou… até ao que fui,
espero pelo que virei a ser
mas fico pelo que sou!
[escrito no Furadouro, a 15 de Setembro de 1988]
são vontades infinitas,
pensamentos perdidos.
Os sonhos que me levam
são leves, são meus.
Os sentimentos sentidos
são belos, mas inseguros.
As realidades que me ficam
ensinam-me sem eu saber,
fazem-me sentir sem sonhar,
olhar sem ver!
A saudade instala-se
num silêncio ensurdecedor.
A solidão perde-se em mim
porque abandono-me nela.
Vou… até ao que fui,
espero pelo que virei a ser
mas fico pelo que sou!
[escrito no Furadouro, a 15 de Setembro de 1988]
Desejo
Pede um desejo
Pouco importa que seja
Este universo inteiro
Pede um desejo.
Pede um desejo
Mas ao menos que seja
Outro Universo inteiro
Pede um desejo
Onde eu seja contemplado
No teu universo inteiro
Pede um desejo.
Pede um desejo
Não deixes de escolher
Entre tudo e o nada
Pede um desejo
Pede um desejo
Sabes que menos que tudo
É pouco mais que o nada
Pede um desejo
Do nada depende tudo
E contudo....Pede um desejo
Letra: Fernando Dias Antunes
Música: Xutos & Pontapés
[nota do autor do blog: este é um tributo aos Xutos. É o segundo desabafo aqui publicado não escrito por este v/ amigo; o outro é o FIM, de autor anónimo]
Pouco importa que seja
Este universo inteiro
Pede um desejo.
Pede um desejo
Mas ao menos que seja
Outro Universo inteiro
Pede um desejo
Onde eu seja contemplado
No teu universo inteiro
Pede um desejo.
Pede um desejo
Não deixes de escolher
Entre tudo e o nada
Pede um desejo
Pede um desejo
Sabes que menos que tudo
É pouco mais que o nada
Pede um desejo
Do nada depende tudo
E contudo....Pede um desejo
Letra: Fernando Dias Antunes
Música: Xutos & Pontapés
[nota do autor do blog: este é um tributo aos Xutos. É o segundo desabafo aqui publicado não escrito por este v/ amigo; o outro é o FIM, de autor anónimo]
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Nome
O meu nome és tu
O meu nome é mais do que um nome,
É saber que te tenho e que te quero,
É estar em ti e não mais querer voltar.
O meu nome é a tua identidade,
a tua alma,
a tua maneira inocente
de ser e de estar.
O meu nome és tu
e
todo o tu
Não quero outro nome,
quero ser tu!
O meu nome é mais do que um nome,
É saber que te tenho e que te quero,
É estar em ti e não mais querer voltar.
O meu nome é a tua identidade,
a tua alma,
a tua maneira inocente
de ser e de estar.
O meu nome és tu
e
todo o tu
Não quero outro nome,
quero ser tu!
Encanto
O teu canto um encanto é, um espanto não é
O teu canto é um encanto de aquecer uma alma sem manto
E não é um espanto por a tua música ser muito mais do que real.
Não. A tua música não é ficção,
a tua música
é um sonho de entrar e não mais voltar,
é como quem mergulha num mar eterno sem destino nem retorno.
Andar de parte em parte ao som da tua melodia
é ir e deixar-me ir,
assim,
sem mais preocupações nem menos divagações;
é partir para um lado diferente do desconhecido,
invisível do palpável;
é entrar num sonho
e não mais acordar;
é como espreitar a porta da morte,
ser convidado a entrar e continuar vivo.
Ouvir a tua voz
é mais do que um encanto,
ninguém é capaz de imaginar o que sente a minha alma
quando a tua voz canta só para o fundo de mim
Olhar os teus transparentes e plácidos olhos
é ficar cego de loucura,
tanta é a beleza que me conduz a um mundo que não é mundo.
Entrar no teu corpo é como ir à Lua sem poder ir,
é entrar na felicidade eterna
e de lá não mais querer sair.
Nem tu sabes como me deixa cego
de felicidade ficar dentro de ti uns segundos que sejam...
Adoro estar dentro da tua alma,
viajar no teu interior,
explorar cada um dos teus cantos
e, a dada altura, apetecia-me dizer:
por favor, deixa-me ficar aqui, sim?
O teu canto é um encanto de aquecer uma alma sem manto
E não é um espanto por a tua música ser muito mais do que real.
Não. A tua música não é ficção,
a tua música
é um sonho de entrar e não mais voltar,
é como quem mergulha num mar eterno sem destino nem retorno.
Andar de parte em parte ao som da tua melodia
é ir e deixar-me ir,
assim,
sem mais preocupações nem menos divagações;
é partir para um lado diferente do desconhecido,
invisível do palpável;
é entrar num sonho
e não mais acordar;
é como espreitar a porta da morte,
ser convidado a entrar e continuar vivo.
Ouvir a tua voz
é mais do que um encanto,
ninguém é capaz de imaginar o que sente a minha alma
quando a tua voz canta só para o fundo de mim
Olhar os teus transparentes e plácidos olhos
é ficar cego de loucura,
tanta é a beleza que me conduz a um mundo que não é mundo.
Entrar no teu corpo é como ir à Lua sem poder ir,
é entrar na felicidade eterna
e de lá não mais querer sair.
Nem tu sabes como me deixa cego
de felicidade ficar dentro de ti uns segundos que sejam...
Adoro estar dentro da tua alma,
viajar no teu interior,
explorar cada um dos teus cantos
e, a dada altura, apetecia-me dizer:
por favor, deixa-me ficar aqui, sim?
Amar
Amar é ter-te e não te ter.
É estar contigo e não estar.
É sofrer até que o sofrimento nos transforme em morte.
É morrer aqui, ali e seja onde for.
Amar é voar por um planeta sem destino, sem tempo nem espaço.
É dizer a tudo quanto mexe e até que não mexe que sem ti não vivo.
É isso mesmo. Sem ti não vivo. E tu, mesmo escondendo nesse teu interior de beleza inconfundível e interminável, sabes bem que sem ti não vivo.
Amar é partir sem ter onde ficar.
É ir para lá do além e não mais voltar.
É dar o corpo e entregar a alma ao criador.
E assim ficamos. Sem nada, tudo teu, tudo em ti.
Amar é tudo isto e muito mais que as palavras não conseguem traduzir.
E tu sabes bem que é tudo isto e muito mais que sinto por ti.
Para sempre e até sempre.
É estar contigo e não estar.
É sofrer até que o sofrimento nos transforme em morte.
É morrer aqui, ali e seja onde for.
Amar é voar por um planeta sem destino, sem tempo nem espaço.
É dizer a tudo quanto mexe e até que não mexe que sem ti não vivo.
É isso mesmo. Sem ti não vivo. E tu, mesmo escondendo nesse teu interior de beleza inconfundível e interminável, sabes bem que sem ti não vivo.
Amar é partir sem ter onde ficar.
É ir para lá do além e não mais voltar.
É dar o corpo e entregar a alma ao criador.
E assim ficamos. Sem nada, tudo teu, tudo em ti.
Amar é tudo isto e muito mais que as palavras não conseguem traduzir.
E tu sabes bem que é tudo isto e muito mais que sinto por ti.
Para sempre e até sempre.
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