Deixa-me adormecer em ti.
Deixa-me viver em ti.
Agora já não quero morrer.
Deixa-me ir no teu interior,
deixa-me ficar por aí, por um instante eterno,
deixa-me ser a tua alma.
Deixa-me, vá lá,
não és tu que dizes: amo-te, amo-te muito.
E então?
Não dá para entrar e ficar,
dá, claro que dá,
basta abrir a vida, a tua vida;
basta entregar o mundo, o teu mundo;
basta aqueceres a água de mar gélida
E pronto, aí está o teu outro lado.
Em ti, eternamente em ti.
E a sussurrar-te: agora, sim, não quero morrer.
[ideia retirada de um desabafo escrito num qualquer dia de 1988, terminado agora, em 2008]
terça-feira, 8 de julho de 2008
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