terça-feira, 8 de julho de 2008

Palavras escritas

As palavras que escrevi
são vontades infinitas,
pensamentos perdidos.
Os sonhos que me levam
são leves, são meus.
Os sentimentos sentidos
são belos, mas inseguros.
As realidades que me ficam
ensinam-me sem eu saber,
fazem-me sentir sem sonhar,
olhar sem ver!

A saudade instala-se
num silêncio ensurdecedor.
A solidão perde-se em mim
porque abandono-me nela.
Vou… até ao que fui,
espero pelo que virei a ser
mas fico pelo que sou!
[escrito no Furadouro, a 15 de Setembro de 1988]

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