As palavras que escrevi
são vontades infinitas,
pensamentos perdidos.
Os sonhos que me levam
são leves, são meus.
Os sentimentos sentidos
são belos, mas inseguros.
As realidades que me ficam
ensinam-me sem eu saber,
fazem-me sentir sem sonhar,
olhar sem ver!
A saudade instala-se
num silêncio ensurdecedor.
A solidão perde-se em mim
porque abandono-me nela.
Vou… até ao que fui,
espero pelo que virei a ser
mas fico pelo que sou!
[escrito no Furadouro, a 15 de Setembro de 1988]
terça-feira, 8 de julho de 2008
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