quinta-feira, 29 de maio de 2008

Queria tanto

Queria tanto estar contigo ao luar.
Queria tanto partilhar um canto da praia,
Ouvir o silêncio das ondas do mar,
Partilhar fantasias,
sonhar a noite toda, acordados a conversar.

Sabes, não há sonho que não sonho contigo,
Não há vida que se viva sem a tua vida.
Podes fugir,
podes partir,
podes ir,
mas,
sabes,
vais ficar sempre aqui, aqui nas minhas memórias.

Acredita, o mundo passou a ser mais mundo
quando sonhei que o teu sonho podia contemplar um mundo de fantasia,
um mundo de sonho.

Sei que não posso imaginar,
sei que não posso entrar,
sei que não posso pensar,
mas posso sonhar.
E é por isso que queria tanto continuar a sonhar.
Deus sabe quanto, Deus sabe até quando.

29 de Maio de 2008

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Mais nada

A vida não é mais do que a vida: é vida e ponto final.
Começa, percorre-se por entre curvas, rectas, subidas, descidas, esquinas e entre paredes,
e um dia, sabe Deus quando, termina.Vai tudo, vamos todos, fica o património, algumas imagens, a alma, a saudade.
Mais nada.

A verdade é a verdade. E mais nada.
Custa ouvi-la, dói saber determinadas verdades e também sabe bem ouvir outras verdades,
daquelas que nos fazem sorrir e sentir orgulho e prazer.
Por muito pouco orgulho ou prazer que seja.

E o medo.
Maldito termo, maldito sentimento!
Quem não tem medo de um dia ter medo,
quem não tem medo de tremer por esta ou aquela razão?
Mas – há sempre um filho-da-mãe de um “mas” num desabafo, seja ele escrito ou verbal –, quem não tem medo não tem coragem.
Quem não tem medo não está pronto
para
enfrentar o vento,
o tempo,
um mar de ondas intermináveis,
o sol tórrido,
chuvas torrenciais;
e,
muito mais do que isso,
quem não tem medo, não está preparado para encarar o maior desafio da sua própria vida:
lutar contra a própria vida, fazer força, muita força, para que a última porta não se feche.
Ou pelo menos que não se feche enquanto temos pernas, mãos, saúde, cérebro, coração, alma, sentimentos, enfim tudo no sítio;
dito de outra maneira:
que a última porta não se feche antes de um destino mais imprevisível do que o nascimento de Jesus Cristo.
O destino está traçado, há muito, ninguém o pode negar, mas – lá vem mais outro “mas” – enquanto tivermos vida, força, medo, fé
e
soubermos lutar contra a verdade, havemos de seguir esta fantástica e saudável máxima: “O destino é aquilo que fazemos dele”.
Mais nada.

O teu rosto

Encontro o teu rosto,
de perfil e sombrio,
numa fugaz imagem digital.
Fico mudo de palavras,
cego de tanto encanto descobrir.

Num segundo, num ápice,
O tempo cresce, cresce e volta a crescer de emoção.
Fico dono e senhor de todos os arredores deste e de outro mundo;
És tu, espantosa alma de beleza inconfundível,
Que me transformas num rei de reino infinito,
Que me tornas filho pródigo da eterna felicidade.

Volto a contemplar-te; és mais do que a beleza em carne e alma,
És mais, muito mais, do que uma qualquer escondida musa inspiradora;
contigo vou à Lua, a Marte, a Saturno, a todos os planetas inatingíveis e por lá quero ficar:
com a tua imagem, pura e inocente, no meu imaginário, na primeira página do meu humilde álbum de memórias.
Para contar muitas e longas histórias.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Sorriso

Vagueio por uma qualquer rua, por um caminho perdido, não temo a solidão, não conheço o destino.
Vou, só isso: vou.
Vou e paro.
Olho em frente, lá ao fundo, lá está ele, um sorriso,
um sorriso de perfil:
meigo, transparente, lúcido, atraente, vivo.

Os cabelos, escuros e escorridos,
de uma Rainha da beleza de outros tempos,
de uma alma de eternos sentimentos,
de uma vida de intermináveis ventos,
de uma saudade de infindáveis encantos.

Os olhos, também escuros,
de uma profundeza de um oceano sem fundo,
de uma transparência de uma água de nascente cristalina,
de uma iluminada fantasia.

O corpo, mais vestido do que nu,
mais natural do que a pureza,
mais ingénuo do que a inocência.
mais escultural do que a natureza.

Voltei a ir.
Fui.
Fui com aquele olhar no meu olhar,
fui com aquele sentir no meu interior,
fui e em cada história encontrei uma memória dele,
do sorriso.
Um sorriso de musa,
a objectiva na mão,
a paixão no coração,
a ternura em cada pedaço de vida.

Não mais parei,
não mais parei de memorizar:
Tu, Deusa de encantos vivos,
és linda, harmoniosa,
a verdadeira raiz da sedução.
E o teu sorriso, uma tentação.

22 de Maio de 2008

ALMA

A alma não chora,
a alma não grita,
a alma não diz como se sente.
anda por lá e de lá não sai;
o que se há-de fazer?
bater-lhe para sair?
não, é melhor deixá-la estar; a alma é sagrada.

Não há alma como a tua, alma danada, alma sagrada, alma viva, alma revoltada.
Não há alma assim,
Alma de me dar amor, vida, saudade,
Alma de me dar tudo, tudo mesmo.

A eternidade

Deves
ao
silêncio
não desesperar,
nem
o destino culpar pelo silêncio falar.
Pensa no azul.
No horizonte,
encontras
a
memória,
a
imagem esvanecida com o vento.
Sorri no amarelo.
No sol,
aqueces a alma,
contemplas
a planície traiçoeira.
Não fujas
ao silêncio,
descobre
o outro teu eu,
e
diz-lhe:
o meu
eu
é feminino:
ela,
o encanto dos meus sonhos,
o destino da minha vida,
a eternidade da minha alma,
a Deusa dos infinitos séculos,
a Deusa de todos os mares.
11 de Dezembro de 1995

Vamos

Vou pela noite sem pensar
vou pela lua sem sentir
vou pela areia de braço dado
entro pelo mar
e
encanto-me com o teu doce olhar
desço ao fundo e recordo-me de um beijo profundo e terno.
Regresso à vida e digo-te: não durmas sem antes encostares teus lábios ao meu ouvido para me contar o que sentes por cada bocadinho
de
uma inocente paixão.
Uma paixão tão intensa como a onda mais onda a bater naquela praia
naquela praia de uma noite de brilho ardente

Estavas soberba, pura, inesquecível
pedi-te outro beijo.
Não mo deste.
Foste pela noite sem pensar
foste pela lua sem sentir
Levaste-me contigo, de braço dado,
de almas envolvidas,
de sentimentos penetrados
e,
a meio de um caminho sem fim,
encostaste os teus lábios ao meu ouvido
e disseste:
Vamos, vamos para sempre. Por aqui ou ali. O importante é irmos.
E fomos…

20 de Maio de 2008

Um sonho

Tive um sonho,
estava contigo.
Estava contigo, ao luar, à beira-mar,
os teus olhos a brilhar,
o teu sorriso mais intenso do que cada onda a bater na areia virgem, inocente e fria.
O meu coração batia por cada palavra extraída de um sentimento perdido de paixões ingénuas, fortes e cegas.

Continuei, continuei por aquela areia;
Eu e tu, tu e eu,
mais sós do que nunca,
mais felizes do que sempre,
mais sorridentes do que na eternidade.

Continuei, continuei e não parei;
queria continuar a andar,
queria continuar a sonhar.
Tu eras e és um sonho, a noite ao luar não, não é um sonho;
é um momento.
Apenas isso, um momento.
Um momento vivo,
um pequeno pedaço de tempo,
um pedaço dentro e fora deste e daquele mundo.

Estou neste mundo, estamos neste mundo;
estou naquele mundo, estamos naquele mundo,
não consigo parar,
não consigo parar de sonhar.
E, acredita, Deusa da minha alma,
também não vou parar de te amar.

2 de Maio de 2008
(terminado a 20 de Maio de 2008)

Desabafos

Este é um novo espaço.
Um espaço de desabafos. Com amigos e amigas, de amigos para amigos e amigas.
Queremos desabafar, queremos estar no mundo com liberdade, profundidade e loucura.
Muita loucura.
Mais vida em próximas etapas.