Encontro o teu rosto,
de perfil e sombrio,
numa fugaz imagem digital.
Fico mudo de palavras,
cego de tanto encanto descobrir.
Num segundo, num ápice,
O tempo cresce, cresce e volta a crescer de emoção.
Fico dono e senhor de todos os arredores deste e de outro mundo;
És tu, espantosa alma de beleza inconfundível,
Que me transformas num rei de reino infinito,
Que me tornas filho pródigo da eterna felicidade.
Volto a contemplar-te; és mais do que a beleza em carne e alma,
És mais, muito mais, do que uma qualquer escondida musa inspiradora;
contigo vou à Lua, a Marte, a Saturno, a todos os planetas inatingíveis e por lá quero ficar:
com a tua imagem, pura e inocente, no meu imaginário, na primeira página do meu humilde álbum de memórias.
Para contar muitas e longas histórias.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
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