Um sorriso inocente daquela menina
e aquece um peito frio e desprotegido;
uma palavra ingénua daquela menina
e arde uma alma carente e perdida.
É, é verdade;
aquela menina encanta só de olhar,
espanta só de estar, ali, parada,
mata a saudade de um nostálgico poeta,
entusiasma a vida de um pobre sem tecto nem morada.
Como é bom interiorizar
a suavidade do olhar,
a doçura da voz,
o encanto do andar.
Como é bom imaginar
a escultura de um corpo celestial,
o desenho de pernas bronzeadas por um sol escaldante
a ternura de cada gesto.
o sabor salgado de lábios tenros e apetitosos,
e, claro, o sentimento de um coração palpipante.
É, é mesmo verdade:
a menina de uma ria transparente, inimaginável,
sorri para ti e tu entras no paraíso impossível de atingir,
passas a ser o rei de além mares e de todas as luas.
Bates a porta ao sonho,
fechas a janela do imaginário
e, aí está ela,
toda tua,
a menina da ria:
linda, sorridente, pura, ardente, solitária, poderosa.
É assim,
é assim a menina de amores eternos e olhares endeusados.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
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