É estranho,
pode parecer estranho,
mas não é.
Nunca mais,
nunca mais ela o ouviu,
nunca mais ele se inspirou naquele sorriso,
naquela inocência,
naquele olhar deslumbrante, intenso,
atraente, único.
Não é estranho, não.
Ela escapou-se,
escapou-se
de sentimentos apertados, vivos, loucos;
escapou-se
de ardências de alma sem fim,
e, quem sabe,
de fantasias mais reais
do que
a magia da vida.
Fez bem?
Ou melhor,
fizeram bem, ela e ele?
Ninguém sabe.
Ou melhor, sabe;
Deus, se existe Deus, sabe de certeza.
É estranho,
pode parecer estranho,
mas foi assim:
Ela foi,
ele foi
e
eles – ele e ela, claro – ficaram,
ficaram unidos por um fio: a amizade.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
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