Reparo no paraíso,
imagino-te lá;
deslumbrada, deslumbrante.
Sonho com esse tempo vivido por ti.
Desejo o maior desejo para os teus desejos.
És única, adoro dar-te tudo.
Tudo mesmo.
Volto a sonhar com o teu paraíso.
Desejo o impossível:
encostar-me e sentir o teu coração palpitar,
aproximar-me dos teus lábios (doces, vivos, esculturalmente delineados),
acariciar-te a face,
ouvir-te suspirar suavemente,
sem temores nem ardências.
Não, dizes não, não me toques;
entra apenas,
entra apenas neste mundo,
percorre o meu caminho,
segue o meu rasto,
descobre o meu paraíso.
Aceito.
Entro, percorro, sigo e descubro,
descubro um templo.
Um templo de ouro, flores e um azul intenso de mar.
Não quero mais, não vou mais além:
Convidaste-me, entrei no teu paraíso,
sou filho da felicidade.
Para sempre.
domingo, 15 de junho de 2008
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