Ao despedir-me
de algo (alguém)
há uma parte de mim
que vai,
sem me perguntar
se eu deixo ir.
Antes da despedida,
já encontrei,
já conheci,
já construí,
já compreendi.
Por isso, agora
não fico menor
nem incompleta.
O que vai de mim
nessa despedida
é uma saudade perdida,
uma sensação infinita.
E enquanto viver
tudo será encontro e despedida,
excepto no dia da minha morte…
em que me despeço de mim
para me encontrar com o FIM.
(1 de Maio de 1988)
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário