domingo, 15 de junho de 2008

Palavras

Haja vento ou não haja vento,
há palavras que voam.
Voam de um interior sossegado para um qualquer exterior agitado.
São palavras que voam e ai de alguém que as agarre.
As palavras nasceram para viver em liberdade,
não para alguém as prender.
E alguém,
agora ou mais tarde,
as há-de ler.

Alguém as vai ler,
guardando ou não,
há-de tê-las para as usar.
As palavras nasceram para serem ditas, lidas, sentidas,
enfim, para serem amadas.
Há palavras de dor,
de mágoa,
de ternura
e
de amor.
Há palavras para tudo.
Até para dizer que te amo.
Isso.
Para te dizer,
a ti,
vida sem mais vida,
que te amo.

Seja cá, seja lá, amo-te.

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