As ondas do teu cabelo
lembram-me
as ondas do mar.
Nos teus olhos a cor do mar vejo;
as tuas palavras
são como o som
das ondas do mar
a bater na areia virgem.
Quando me beijas mergulho em ti;
quando me abraças afogo-me no teu amor.
Com a tua ternura
observo um mar calmo, profundo, intenso;
Com o teu sentimento
abraço um Deus-Mar.
Tu és como um mar:
bela,
eterna,
gigantesca,
inteiramente fabulosa.
Tu és como um mar,
mas para mim não deixas, nunca deixarás,
de ser tu,
tu assim mesmo, como és.
terça-feira, 19 de maio de 2009
domingo, 15 de fevereiro de 2009
De volta ao mundo
Estás de volta,
estás de volta a um mundo especial,
um mundo de outrora,
um mundo de viver o mundo
segundo a segundo,
minuto a minuto,
hora a hora.
Estás de volta,
estás de volta a momentos de paz interior,
de sentimento profundo,
de reflexão inocente
de estudo descontraído,
de olhares ingénuos com brilho permanente.
A vida é isto mesmo:
passa
e não volta.Ou melhor,
volta;
volta em forma de memórias,
encaixilhada em peças soltas,
colada em páginas e páginas de histórias,
a girar às voltas e mais voltas.
A música continua,
a música continua a entoar paredes,
a encher o espaço com uma melodia suave ou forte,
a colorir quadros dias atrás de dias,
noites à frente de noites,
a encantar uma vida com fim e com morte.
A música continua,
tu foste
e
agora voltaste,
mas amanhã,
já sabes,
partes outra vez
e
a música continua a encantar,
a vida continua a ser vida,
a saudade não pára de apertar,
a alma fica perdida.
E assim se descreve um momento,
e assim se escreve um desabafo vindo do fundo,
e também assim se exterioriza um sentimento
e,
já agora,
assim se grita uma dor de alma ao mundo.
estás de volta a um mundo especial,
um mundo de outrora,
um mundo de viver o mundo
segundo a segundo,
minuto a minuto,
hora a hora.
Estás de volta,
estás de volta a momentos de paz interior,
de sentimento profundo,
de reflexão inocente
de estudo descontraído,
de olhares ingénuos com brilho permanente.
A vida é isto mesmo:
passa
e não volta.Ou melhor,
volta;
volta em forma de memórias,
encaixilhada em peças soltas,
colada em páginas e páginas de histórias,
a girar às voltas e mais voltas.
A música continua,
a música continua a entoar paredes,
a encher o espaço com uma melodia suave ou forte,
a colorir quadros dias atrás de dias,
noites à frente de noites,
a encantar uma vida com fim e com morte.
A música continua,
tu foste
e
agora voltaste,
mas amanhã,
já sabes,
partes outra vez
e
a música continua a encantar,
a vida continua a ser vida,
a saudade não pára de apertar,
a alma fica perdida.
E assim se descreve um momento,
e assim se escreve um desabafo vindo do fundo,
e também assim se exterioriza um sentimento
e,
já agora,
assim se grita uma dor de alma ao mundo.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
amor
querias uma flor,
uma flor de amor.
não querias mais nada:
o brilho de um olhar iluminado,
vivo,
arrepiante,
dizia,
cantava
e
gritava:
era amor o que querias.
e não foi preciso transmiti-lo muitas vezes:
num abrir e fechar de alma,
lá estava ele,
o teu amor,
a dar-te.
a dar-te o quê?
amor, claro.
uma flor de amor.
não querias mais nada:
o brilho de um olhar iluminado,
vivo,
arrepiante,
dizia,
cantava
e
gritava:
era amor o que querias.
e não foi preciso transmiti-lo muitas vezes:
num abrir e fechar de alma,
lá estava ele,
o teu amor,
a dar-te.
a dar-te o quê?
amor, claro.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
No templo
A saudade por ti,
mata
quem por cá anda,
quem por aqui divaga,
quem por cá mora,
quem por aqui chora.
mata
quem por cá anda,
quem por aqui divaga,
quem por cá mora,
quem por aqui chora.
Neste templo sem ouro
a morte
mata a saudade;
a morte não mata
a imagem
do
templo vivido no teu tempo.
O templo
por ti construído
jamais se apaga,
ou
não fosse
o teu templo
a nossa vida.
Sem o templo por ti erguido
não exístiamos.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Aí
I
Dormes no encanto
do desconhecido,
no inocente tempo sem fim.
És um felizardo,
um afortunado,
conhecer a eternidade
não é para qualquer um: invejo-te.
II
Vives do outro lado,
no prazer da pureza,
na iluminação do infinito.
Descansas, finalmente.
Descansas de batalhas infindáveis,
de lutas sem sangue,
com sofrimento,
suor e amor.
És insubstituível, inimaginável.
Esquecer o teu tempo
é impossível:
nem quando morrermos.
III
Deste muito,
sofreste demasiado.
Com trabalho,
sinceridade,
honestidade,
justiça,
rigor,
entrega mais do que total,
e
com muitas outras virtudes frequentemente reveladas
ocasionalmente escondidas
chegaste ao topo
do teu máximo.
Aí, onde Deus te quis,
onde és amado
por vivos
e
por mortos,
sonhas com o sonho,
amas Deus
e
os seus discípulos.
Aí, para onde Deus
leva quem ama,
conheces a vida
por ti merecida
por ti ansiada:
o paraíso.
Dormes no encanto
do desconhecido,
no inocente tempo sem fim.
És um felizardo,
um afortunado,
conhecer a eternidade
não é para qualquer um: invejo-te.
II
Vives do outro lado,
no prazer da pureza,
na iluminação do infinito.
Descansas, finalmente.
Descansas de batalhas infindáveis,
de lutas sem sangue,
com sofrimento,
suor e amor.
És insubstituível, inimaginável.
Esquecer o teu tempo
é impossível:
nem quando morrermos.
III
Deste muito,
sofreste demasiado.
Com trabalho,
sinceridade,
honestidade,
justiça,
rigor,
entrega mais do que total,
e
com muitas outras virtudes frequentemente reveladas
ocasionalmente escondidas
chegaste ao topo
do teu máximo.
Aí, onde Deus te quis,
onde és amado
por vivos
e
por mortos,
sonhas com o sonho,
amas Deus
e
os seus discípulos.
Aí, para onde Deus
leva quem ama,
conheces a vida
por ti merecida
por ti ansiada:
o paraíso.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Luar
A areia estava convidativa.
Deitamo-nos,
deitamo-nos a observar a lua.
Continuamos por ali,
horas e horas,
não queríamos sair.
Estávamos apaixonados,
apaixonados por uma lua divinal, irrecusável.
Aquela lua, aquela noite,
aquele brilho, aquele teu olhar,
oh como era bom,
como era bom o tempo parar.
Ali, no teu olhar,
ao luar.
Deitamo-nos,
deitamo-nos a observar a lua.
Continuamos por ali,
horas e horas,
não queríamos sair.
Estávamos apaixonados,
apaixonados por uma lua divinal, irrecusável.
Aquela lua, aquela noite,
aquele brilho, aquele teu olhar,
oh como era bom,
como era bom o tempo parar.
Ali, no teu olhar,
ao luar.
sábado, 3 de janeiro de 2009
Mais um
Ninguém sabe o que está para vir.
Ninguém.
Nem Deus.
O que está para vir há-de ser qualquer coisa,
ou melhor,
há-de ser; há-de ser assim, simplesmente assim.
Não há que temer, não há que recear,
não há que ansiar, não há que enlouquecer~;
há apenas que respeitar e que aguardar.
Com paciência, fé, serenidade e energia.
Assim, aguardemos,
aguardemos por um ano novo,
com novidades de certeza,
com curvas, rectas, descidas, subidas.
Que saibamos conduzir
um novo ano
até atingir, aceleradamente, a meta.
Sim,
porque os anos são como o tempo: voam.
E não há nada a fazer:
é viver, viver com intensidade e paixão.
Ninguém.
Nem Deus.
O que está para vir há-de ser qualquer coisa,
ou melhor,
há-de ser; há-de ser assim, simplesmente assim.
Não há que temer, não há que recear,
não há que ansiar, não há que enlouquecer~;
há apenas que respeitar e que aguardar.
Com paciência, fé, serenidade e energia.
Assim, aguardemos,
aguardemos por um ano novo,
com novidades de certeza,
com curvas, rectas, descidas, subidas.
Que saibamos conduzir
um novo ano
até atingir, aceleradamente, a meta.
Sim,
porque os anos são como o tempo: voam.
E não há nada a fazer:
é viver, viver com intensidade e paixão.
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