I
Dormes no encanto
do desconhecido,
no inocente tempo sem fim.
És um felizardo,
um afortunado,
conhecer a eternidade
não é para qualquer um: invejo-te.
II
Vives do outro lado,
no prazer da pureza,
na iluminação do infinito.
Descansas, finalmente.
Descansas de batalhas infindáveis,
de lutas sem sangue,
com sofrimento,
suor e amor.
És insubstituível, inimaginável.
Esquecer o teu tempo
é impossível:
nem quando morrermos.
III
Deste muito,
sofreste demasiado.
Com trabalho,
sinceridade,
honestidade,
justiça,
rigor,
entrega mais do que total,
e
com muitas outras virtudes frequentemente reveladas
ocasionalmente escondidas
chegaste ao topo
do teu máximo.
Aí, onde Deus te quis,
onde és amado
por vivos
e
por mortos,
sonhas com o sonho,
amas Deus
e
os seus discípulos.
Aí, para onde Deus
leva quem ama,
conheces a vida
por ti merecida
por ti ansiada:
o paraíso.
domingo, 11 de janeiro de 2009
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